Juiz desqualifica jurado em caso contra assessor de Cheney

O juiz encarregado do caso contra o ex-chefe de gabinete da vice-presidência dos EUA Lewis "Scooter" Libby desqualificou nesta segunda-feira, 26, um dos membros do júri, devido a sua exposição a informações sobre o caso durante o fim de semana, informou a CNN.O juiz distrital Reggie B. Walton ordenou que a jurada seja removida do caso, argumentando que "ao que ela foi exposta obviamente a desqualifica". O juiz não deu detalhes sobre a informação à qual a membro do júri desqualificada teve acesso, mas caracterizou o acontecimento como uma "confusão". Walton também pediu que os jurados evitem a cobertura da mídia sobre o caso.Libby pode pegar até 30 anos de prisão por obstrução à Justiça e por ter mentido para os investigadores que tentavam desvendar os detalhes do "caso Plame", relacionado ao vazamento à imprensa do nome da ex-espiã da CIA Valerie Plame.A identidade de Plame veio à tona em julho de 2003, pouco depois de seu marido - um diplomata de carreira - ter publicado um artigo criticando a invasão do Iraque por tropas americanas, que aconteceu em março daquele ano.A partir de agora, o júri continuará suas deliberações com onze membros em vez de doze."Eles devem continuar suas deliberações e eu enfatizarei novamente a importância de que não tenham contato com qualquer informação externa", disse Walton.As oito mulheres (agora sete) e quatro homens do júri começaram suas deliberações na quarta-feira passada, e desde então emitiram apenas duas breves notas, o que, segundo os observadores, mostra que estão revisando metodicamente as provas contra o ex-chefe de gabinete do vice-presidente, Dick Cheney.Libby foi acusado de mentir ao FBI e a um júri sobre como descobriu e a quem revelou a identidade da agente da CIA, Valerie Plame.Os promotores dizem que Libby inventou uma história para evitar perder seu trabalho por divulgar informação confidencial a jornalistas.Libby afirma que ofereceu aos investigadores sua lembrança mais precisa dos fatos. Qualquer erro, argumentou, deve ser entendido como um problema de memória, e não algo proposital.

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