Eddie Keogh/Reuters
Eddie Keogh/Reuters

Juiz diz cogitar ajuda a bebê britânico com doença terminal em caso de novos indícios

Pais da criança vêm travando batalha legal para submeter o filho à terapia experimental, mas os tribunais britânicos recusaram a permissão argumentando que ela iria prolongar o sofrimento do bebê sem oferecer nenhuma perspectiva realista de ajuda

O Estado de S.Paulo

13 Julho 2017 | 18h31

LONDRES - O juiz britânico que irá decidir se um bebê com doença terminal deve receber ou não um tratamento experimental nos Estados Unidos disse nesta quinta-feira, 13, que reverteria sua decisão de que os aparelhos que mantém a criança viva deveriam ser desligados se novos indícios o justificassem.

Os pais de Charlie Gard, de 11 meses, vêm travando batalha legal para submeter o filho à terapia experimental, mas os tribunais britânicos recusaram a permissão argumentando que ela iria prolongar o sofrimento do bebê sem oferecer nenhuma perspectiva realista de ajuda.

Charlie sofre de uma forma de doença mitocondrial, condição genética rara que provoca fraqueza muscular progressiva e dano cerebral irreversível.

Na semana passada, o mundialmente renomado Hospital Pediátrico Great Ormond Street, onde Charlie está sendo tratado, pediu nova audiência à luz de ofertas de ajuda internacional surgidas depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, e o papa Francisco levaram o assunto à atenção do mundo.

"Se houver novos indícios importantes que indiquem que minha decisão deveria ser alterada, irei alterá-la", disse o juiz Nicholas Francis na audiência na Suprema Corte de Londres.

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Em comunicado emitido antes da audiência, os pais do bebê, Connie Yates e Chris Gard, disseram amar o filho "mais que a própria vida".  Mas, mais tarde, o casal saiu da audiência revoltado, já que o juiz disse que eles haviam concordado que a vida de Charlie não é digna de ser mantida sem nenhuma melhoria médica.

Os advogados dos pais precisam persuadir o juiz do surgimento de novos indícios que significam que ele deveria rever seu veredicto original./ REUTERS 

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