Juiz do caso de pedófilos admite freqüentar sauna gay

Os chilenos, que primeiro reagiram com assombro à suposta participação de políticos numa rede de pedofilia, ficaram agora estupefatos com a revelação de que o juiz que preside o caso freqüentava uma sauna gay. O magistrado da Corte de Apelações de Santiago, Daniel Calvo, foi obrigado a admitir hoje que visitava a sauna depois que o dono do local revelou uma lista com os nomes dos freqüentadores e uma gravação de uma conversa entre ambos. O juiz, que classificou a ação como "extorsão encoberta", notificou o caso à Corte Suprema e deixou a esse tribunal a responsabilidade pela decisão sobre se deve ou não continuar à frente do caso de pedofilia contra políticos. Ministros da Suprema Corte, juristas e deputados saíram em defesa de Calvo, afirmando que o fato de ele freqüentar ou ter freqüentado uma sauna gay não o desabona para presidir um caso de pedofilia. A própria mulher de Calvo, Mónica Olivares, o apoiou e disse acreditar que tudo não passa de um "complô, pois ele está muito próximo de chegar a algo" com relação à rede de pedofilia. A imprensa chilena destacou a possibilidade de extorsão, já que o proprietário do prostíbulo para homossexuais acumula dívidas equivalentes a mais de US$ 30.000.

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