Juiz do Supremo dos EUA considera Europa hipócrita com Guantánamo

O juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos Antonin Scalia, considerado um dos mais conservadores, rejeitou o direito a um julgamento civil para os prisioneiros na base de Guantánamo e tachou de "hipócritas" as críticas européias. A revista Newsweek informa em sua edição de hoje sobre uma conferência pronunciada por Scalia no último dia 8 na Universidade de Freiberg, na Suíça. "A guerra é a guerra e nunca foi o caso de se capturar um inimigo e lhe dar um julgamento em tribunais civis", declarou Scalia na conferência. Scalia se disse "atônito" perante a reação "hipócrita" da Europa pela prisão que os Estados Unidos mantêm em Guantánamo. O juiz, considerado um dos mais conservadores dos nove membros do Supremo, acrescentou: "um filho meu esteve nesse campo de batalha e disparavam contra meu filho e de nenhuma maneira vou dar a esse homem capturado em uma guerra um julgamento perante um júri, seria uma loucura". A Corte Suprema, que funciona tanto como corte constitucional como de última apelação, começa na terça-feira as audiências iniciais no caso de um prisioneiro de Guantánamo, Salim Ahmed Hamdan, ex-motorista do chefe da Al Qaeda, Osama bin Laden, que reivindica um julgamento em um tribunal civil e não militar. Scalia votou contra uma decisão do Tribunal Supremo, de dois anos atrás, que abriu a porta para que Hamdan e outros prisioneiros pedissem amparo aos tribunais civis dos Estados Unidos.

Agencia Estado,

27 Março 2006 | 06h39

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.