Juiz encerra processo sobre enriquecimento de Pinochet

A investigação sobre as denúncias de enriquecimento ilícito do falecido general Augusto Pinochet terminou sem acusações movidas contra a família do ditador. A decisão foi determinada nesta segunda-feira pelo juiz chileno, Manuel Antonio Valderrama.

AE, Agência Estado

05 Agosto 2013 | 20h25

As investigações já duravam nove anos. Segundo Valderrama, a decisão pode ser revogada e o processo pode ser retomado posteriormente. O juiz, que assumiu as investigações em 2008, não explicou por que o processo foi concluído.

Um comitê de lavagem dinheiro do Senado dos Estados Unidos investigou e descobriu várias contas secretas de Pinochet em bancos norte-americanos. Além disso, outras contas foram descobertas na Europa e no Caribe.

A riqueza do ditador chileno, que inclui imóveis, carros e vários milhões de dólares, permanece embargada. Pinochet e a família sempre disseram que o dinheiro era proveniente de poupança, doações e investimentos.

Um estudo acadêmico encomendado pela Suprema Corte do Chile avaliou que o ditador acumulou US$ 21 milhões antes de morrer. Deste montante, apenas US$ 3 milhões seriam justificados pelo seu salário militar.

"É satisfatório ver que a justiça finalmente decidiu que nenhum ato ilícito foi cometido", disse Rodrigo Garcia Pinochet, um dos netos do ditador.

Pinochet, que governou o Chile entre 1973 e 1990, morreu sob prisão domiciliar e esperava julgamento por enriquecimento ilícito e violações dos direitos humanos. Fonte: Associated Press.

Mais conteúdo sobre:
chile processo pinochet

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.