Juiz nega pedido de prisão de ex-presidente mexicano

Um juiz negou hoje o pedido feito por um promotor especial, para que o ex-presidente mexicano Luis Echeverría (1970-76), de 82 anos, e outros antigos funcionários fossem detidos por sua suposta responsabilidade em um massacre de estudantes ocorrido em 1971. O promotor Ignacio Carrillo Prieto acusou o ex-presidente de genocídio e encaminhou um pedido de prisão ao juiz. Além do ex-presidente, são citados também na ação o ex-procurador geral Julio Sánchez Cargas e o ex-secretário de governo Mario Moya Palencia. O promotor poderá agora apelar da decisão do magistrado.Em 10 de junho de 1971, uma manifestação pacífica de estudantes foi reprimida por um grupo de choque denominado "Os Falcões" e terminou com a morte de dezenas de alunos. Segundo diversos ativistas de direitos humanos, as mais altas autoridades do país, incluindo Echeverría, ordenaram a repressão contra os estudantes.

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