Juiz ordena início de julgamento de chefes do Cartel do Golfo

"El Barbas", e seu irmão "El Chino" serão julgados penalmente por crime de tráfico

Efe

06 de janeiro de 2008 | 03h55

Um Juiz mexicano ordenou a abertura de um processo penal contra dois dos principais chefes do Cartel do Golfo devido à suposta responsabilidade no crime de tráfico de drogas e delinqüência organizada, informou neste domingo a Procuradoria Geral da República (PGR) do país. Segundo o órgão, graças ao trabalho jurídico foi possível que um juiz decidisse pela "prisão formal", termo que indica o início de um julgamento penal, de Juan Óscar Garza, conhecido como "El Barbas", e seu irmão Josué Ruperto, apelidado de "El Chino". "Os irmãos Garza Azuara são considerados dois dos principais líderes de uma das células do Cartel do Golfo no estado de Tamaulipas", indicou a PGR em comunicado. Os dois chefes do narcotráfico são acusados de negociar maconha e cocaína produzidas na cidade de Reynosa, estado de Tamaulipas, e enviar as drogas a McAllen, Texas, Estados Unidos. A Procuradoria indicou que ambos são responsabilizados pelo transporte "de grandes quantias de dinheiro proveniente dos Estados Unidos à cidade de Reynosa, considerado como ganho da venda de droga". De acordo com a PGR, graças às evidências apresentadas, o juiz sexto de Distrito do estado do México ordenou a "prisão formal". O órgão lembrou que os dois réus foram detidos em abril do ano passado em Reynosa durante a operação "Nuevo León - Tamaulipas", quando tentavam entrar em uma boate da cidade. A Procuradoria afirmou que na ação outras três pessoas foram detidas e sete veículos de luxo foram apreendidos. Além disso, a boate passou à custódia das autoridades.

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