Juiz ordena que polícia de Nova York seja monitorada

Uma juíza dos EUA determinou a supervisão da política de busca e apreensão do Departamento de Polícia de Nova York, dizendo que ela descrimina intencionalmente e que violou o direito de centenas de pessoas.

AE, Agência Estado

12 de agosto de 2013 | 15h41

A polícia fez cerca de cinco milhões de operações de busca e apreensão na década passada, a maioria envolveu homens negros ou hispânicos. A prática se tornou "um fato diário na vida de alguns bairros da cidade de Nova York", afirmou a juíza do Tribunal Distrital Shira Scheindlin.

O prefeito e o comissário de polícia defenderam a prática - conhecida como pare, pergunte, reviste - como um instrumento que salva vidas. Advogados da cidade argumentam que o Departamento de Polícia não faz um bom trabalho ao monitorar suas próprias práticas.

Scheindlin disse que os policiais foram advertidos das violações nos últimos anos, mas "apesar dessa advertência, eles mantém a prática deliberadamente e até mesmo em maior grau atos que presumivelmente resultam em até mais violações."

A decisão em relação ao maior departamento de polícia do país pode afetar a maneira como outros departamentos de policia dos EUA operam, disseram especialistas no assunto. Fonte: Associated Press.

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