Allison Joyce/Reuters
Allison Joyce/Reuters

Juiz ordena soltura de Dominique Strauss-Kahn em Nova York

Ex-chefe do FMI ficará em prisão domiciliar, sob vigilância; local inicial ainda não está definido

estadão.com.br,

20 de maio de 2011 | 17h20

NOVA YORK - Um juiz de Nova York determinou nesta sexta-feira, 20, que o ex-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Khan seja solto e colocado por um período indeterminado em prisão domiciliar em Manhattan, vigiado por guardas armados.

 

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No entanto, promotores disseram ao juiz Michael Obus, da Suprema Corte de Nova York, que uma localidade definida inicialmente para que Strauss-Kahn cumprisse a prisão domiciliar não estaria mais disponível.

 

Mais cedo, os advogados do francês pagaram a fiança de US$ 1 milhão e depositaram garantias no valor de US$ 5 milhões, mas outras condições para a libertação ainda teriam de ser atendidas, forçando a convocação de uma nova audiência, disse um funcionário do Judiciário, segundo a Agência Estado.

 

O ex-diretor do FMI passou as últimas quatro noites na prisão de Rikers Island, após ser acusado de agressão sexual. Ele deve ser obrigado a utilizar uma tornozeleira eletrônica se realmente for libertado. As condições de fiança de DSK - como é conhecido - custarão deca de US$ 200 mil por mês.

 

Segundo agências, os advogados precisarão convencer o juiz Obus de que foram tomadas medidas para colocá-lo sob supervisão 24 horas por dia. com câmeras de vídeo e guarda armada.

 

'Alguém muito importante'

 

Outro empecilho criado mais cedo para a saída do ex-chefe do FMI da prisão seria a recusa de moradores do flat Bristol Plaza.

 

Segundo o jornal New York Post, "alguém muito importante no prédio" se opôs à estadia de Strauss-Kahn no edifício, onde sua mulher alugou um apartamento.

 

Strauss-Kahn foi indiciado na quinta-feira por agressão sexual, tentativa de estupro e cárcere privado contra uma camareira de 32 anos de um hotel onde ele estava hospedado.

 

O economista já foi fortemente cotado para ser o próximo presidente da França. Ele nega todas as acusações e renunciou ao cargo de diretor-gerente do FMI para tentar resolver o caso. Se condenado, ele pode passar o resto da vida atrás das grades.

 

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Com Agência Estado e Reuters

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