Juiz paraguaio pede prisão do ex-ditador Stroessner

Um juiz do Paraguai solicitou hoje à Interpol a captura do ex-ditador paraguaio Alfredo Stroessner (1954-1989) e de seu ex-ministro do Interior, Sabino Montanaro, asilados respectivamente no Brasil e em Honduras, informaram fontes judiciárias em Assunção. Ambos são acusados como autores intelectuais da privação ilegítima de liberdade e torturas impostas ao advogado e educador Martín Almada e pelo "homicídio por tortura psicológica" de sua mulher, Celestina Pérez de Almada, ocorridos no final de 1974. A denúncia havia sido apresentada em maio de 1989, ou seja, três meses após a queda do regime de Stroessner e, por seu não-comparecimento judicial, tanto o ex-ditador, de 89 anos, como Montanaro, de 81, foram declarados como "rebeldes e contumazes aos mandatos da lei". Diante da insistência dos denunciantes, na sexta-feira passada o juiz Carlos Alfredo Escobar dispôs a "detenção preventiva com fins de extradição" dos citados processados e enviou hoje a petição de captura à Interpol. Uma das vítimas deste caso, Martín Almada, disse à Ansa que provavelmente comparecerá amanhã à Embaixada do Brasil em Assunção com uma cópia da resolução do juiz para pedir que as autoridades brasileiras suspendam o asilo concedido a Stroessner para que o ex-ditador possa ser detido e extraditado.Almada pede a aplicação da pena máxima (de 25 anos) para Stroessner.

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