AP Photo/Rodrigo Abd
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Juiz peruano decreta 18 meses de prisão preventiva contra ex-presidente Humala

A sentença também é contra a mulher dele, Nadine; ambos são acusados de ter lavado dinheiro de doações ilegais da Odebrecht

O Estado de S.Paulo

13 Julho 2017 | 23h01

LIMA - Um juiz decretou nesta quinta-feira 18 meses de prisão preventiva para o ex-presidente peruano Ollanta Humala e sua mulher, Nadine Heredia, acusados pela Procuradoria de lavagem de dinheiro envolvendo doações irregulares de campanha da Odebrecht.

"Defiro o requerimento (...) contra Ollanta Humala e Nadine Heredia e, em consequência, imponho mandado de detenção contra os investigados pelo prazo de 18 meses pelo crime de lavagem de dinheiro", anunciou o juiz Richard Concepción Carhuancho.

Segundo o Misnistério Público, que se baseia nas delações feitas pelo empresário Marcelo Odebrecht à Operação Lava Jato e repassadas à procuradoria, o casal recebeu US$ 3 milhões para a campanha de 2011.

A decisão foi tomada em meio a um aumento da tensão política entre o presidente Pedro Pablo Kuczynski e a líder da oposição, Keiko Fujimori, que tem a maior bancada no Parlamento. 

Humala e Nadine são acusados de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Segundo fontes do MP peruano, além da delação do empresário brasileiro, há outros testemunhos que comprovam a entrega de dinheiro ao casal. 

Humala negou ter recebido doações da Odebrecht e disse ser vítima de perseguição política após saber do pedido de prisão preventiva contra ele e sua mulher. Ele descartou a possibilidade de pedir asilo político e acusou o Ministério Público de ceder a uma pressão: “dá a impressão de que querem ficar bem com algum setor da imprensa ou com o Congresso”, dominado pelo partido fujimorista Fuerza Popular.

 A Odebrecht diz ter pago US$ 29 milhões em subornos no Peru nos governos de Ollanta Humala, Alejandro Toledo e Alan García. Toledo teve a prisão pedida pela polícia e tem contra si um pedido de extradição. 

O presidente Kuczynski também tem seu nome ligado ao escândalo Odebrecht por ter sido Ministro da Economia no governo de Alejandro Toledo, um dos principais destinatários da propina da empresa brasileira. / AFP e EFE

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