Juiz proíbe transmissão de julgamento de Saddam

Saddam Hussein testemunhou nesta quarta-feira pela primeira vez, convocando os iraquianos a impedirem a onda de violência sectária e lutarem contra as tropas americanas. O juiz decidiu fechar o tribunal para o público, afirmando que Saddam estava fazendo discursos políticos. Mesmo enquanto o juiz gritava para que ele parasse, Saddam leu um texto insistindo que ele ainda é o presidente do Iraque e classificando o julgamento como uma "comédia". "Deixem que o povo iraquiano se una e resista contra os invasores e seus comparsas, e não entre si", disse ele. O juiz Raouf Abdel-Rahman ordenou que a sessão continuasse em sigilo, pedindo que os jornalistas deixassem a corte. As transmissões em áudio e vídeo do julgamentos foram interrompidas. Depois de duas horas, os repórteres foram chamados novamente ao tribunal. Saddam recusou-se a responder as perguntas feitas pelo promotor, e exigiu ver uma cópia do seu testemunho dado a investigadores antes que o julgamento começasse. A promotoria aceitou o pedido e afirmou que questionaria o ex-líder iraquiano na próxima sessão. Em seguida, o juiz Rahman adiou o julgamento para o dia 5 de abril. A sessão desta quarta-feira foi a primeira chance para o juiz e a promotoria questionarem Saddam diretamente sobre as acusações do assassinato de 148 xiitas e a prisão e tortura de outras dezenas em 1982. Caso sejam condenados, Saddam e sete ex-membros de seu regime podem enfrentar execução por enforcamento.

Agencia Estado,

15 Março 2006 | 14h41

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