Juiz venezuelano dá ordem de prisão a sete ex-executivos

Um juiz venezuelano deu ordem de prisão a sete ex-executivos da Petróleos de Venezuela SA (PdVSA) por causa da participação deles na paralisação nacional que interrompeu as operações da companhia. A ordem foi anunciada após os sete não terem comparecido em tribunal para audiência ontem, segundo o advogado Martín Echevarria. Quase todos os sete estiveram entre os principais líderes do movimento que começou no dia 2 de dezembro do ano passado e recebeu a adesão de mais de 35 mil funcionários da estatal. A greve tinha como objetivo a renúncia de Hugo Chávez. Os sete são acusados de sabotagem por causa de esfoços deliberados para cortar a eletricidade e o fornecimento de gás, segundo Echevarria. Entretanto, os executivos alegaram que mantiveram o abastecimento de gás e energia em um nível suficiente para não afetar os cidadãos do país. Carlos Fernandez, líder empresarial do setor privado, já foi colocado sob prisão domiciliar, enquanto o líder trabalhista Carlos Ortega desapareceu após um juiz ter decretado sua prisão. Continua incerto se os sete vão se entregar ainda hoje. As ordens de prisão se seguem ao aumento da tensão após duas bombas terem explodido na terça-feira, ferindo quatro pessoas. Representantes do governo disseram que os ataques visavam à desestabilização da administração de Chávez.

Agencia Estado,

27 de fevereiro de 2003 | 13h05

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