EFE/ FABIOLA FERRERO
EFE/ FABIOLA FERRERO

Opositor venezuelano é condenado a quase 14 anos de prisão

Leopoldo López foi considerado culpado pro incentivar a violência nos protestos antichavistas que deixaram 43 mortos em 2014

Reuters, AP e EFE

11 Setembro 2015 | 02h01

A juíza Susana Barreiros considerou o opositor Leopoldo López culpado por incentivar a violência nos protestos de fevereiro de 2014, que deixaram 43 mortos. López foi sentenciado a 13 anos e 9 meses de prisão, que serão cumpridos na penitenciária militar de Ramo Verde, onde ele está detido desde que se entregou, 18 meses atrás.

A base da condenação foram as mais de 700 mensagens que López postou em sua conta no Twitter na época das manifestações. De acordo com os promotores, em todos os tuítes, exceto em um deles, o opositor incentivou a violência e a falta de respeito pelas autoridades venezuelanas - a acusação havia pedido uma pena de 14 anos.

A prisão de López dividiu o país e teve repercussão mundial. Sua mulher, Lilian Tintori, organizou uma cruzada para conseguir apoio internacional para libertação do marido. Em junho, López fez uma greve de fome que durou 30 dias para pressionar o governo para que as eleições parlamentares fossem marcadas.

Em sua decisão de ontem, a juíza Susana Barreiros condenou ainda os estudantes Cristian Holdack, Ángel González e Demián Martín. Os três, no entanto, não devem cumprir pena na cadeia. Holdack foi sentenciado a 10 anos, mas cumprirá sua pena em casa. González e Martín pegaram 4 anos, pena menor do que o limite estabelecido pelo Código Penal para cumprir em regime fechado.

Chanceleres. Colômbia e a Venezuela farão uma reunião entre suas chanceleres em Quito, amanhã, para discutir sobre a crise na fronteira entre os dois países. O compromisso será um "passo prévio" para um encontro entre os presidentes colombiano, Juan Manuel Santos, e venezuelano, Nicolás Maduro, que nos últimos dias subiram o tom na troca de ofensas.

A informação do encontro entre María Ángela Holguín, da Colômbia, e Delcy Rodríguez, da Venezuela, foi divulgada pelo governo equatoriano ontem. "(Os presidentes) aceitaram iniciar um diálogo entre seus chanceleres com o objetivo de tratar os temas sensíveis entre ambos os países, como um passo prévio a uma reunião presidencial", afirmou o chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, em entrevista coletiva.

O anúncio da reunião vem na sequência à guerra verbal na qual entraram os dois líderes, enquanto seguem fechadas duas das três passagens fronteiriças oficiais. Passadas três semanas desde que Maduro ordenou o fechamento da fronteira entre Cúcuta e San Antonio, a passagem mais ativa dos 2.219 quilômetros que separa os dois países, as diferenças entre os dois presidentes se intensificaram.

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