Andres Valle/ Peruvian Presidency / AFP
Andres Valle/ Peruvian Presidency / AFP

Juíza peruana nega pedido de prisão preventiva contra ex-presidente Vizcarra

Magistrada declarou pedido do Ministério Público sem fundamento; destituído em novembro pelo Congresso, ex-presidente responde por corrupção

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de março de 2021 | 23h34

LIMA - Uma juíza peruana declarou nesta quinta-feira, 18, "sem fundamento" o pedido de 18 meses de prisão preventiva para o ex-presidente Martín Vizcarra, no âmbito de uma investigação por corrupção quando ele era governador da região sul de Moquegua, em 2014.

“Resolveu-se declarar infundado o pedido de prisão preventiva apresentado pela Promotoria e o réu Martin Vizcarra deve receber restrições”, afirmou a juíza María de los Ángeles Álvarez.

O promotor Germán Juárez pediu a detenção de Vizcarra alegando que havia risco de fuga e obstrução, enquanto as investigações avançam. O caso foi aberto em outubro de 2020.

A juíza justificou sua decisão dizendo que não verificou o risco de fuga e abandono do país, conforme alertou o Ministério Público, mas impôs restrições como o pagamento de uma caução de US$ 27 mil no prazo de 10 dias e a proibição de deixar Lima sem autorização judicial.

A magistrada também ratificou uma medida cautelar impedindo o ex-presidente de deixar o país até maio de 2022. A Promotoria anunciou que apelará, enquanto a defesa de Vizcarra concordou com a sentença.

A decisão foi anunciada no fim de uma audiência que durou dois dias e foi realizada por videoconferência, devido à pandemia de coronavírus.

Vizcarra, de 57 anos, foi destituído pelo Congresso em novembro por causa deste caso. Ele participou da audiência virtualmente de sua casa no distrito de San Isidro, em Lima.

O ex-presidente (2018-2020) é acusado de receber propina de empresas em troca da concessão de duas obras públicas quando era governador de Moquegua (2011-2014). O ex-presidente nega as acusações.  Os valores dos supostos subornos chegariam a US$ 621 mil, de acordo com a mídia local./AFP 

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