Juízes britânicos acusam EUA de pressão para ocultar tortura

Dois juízes britânicos acusaram ontem o governo dos EUA de ameaçar pôr fim à cooperação de inteligência com a Grã-Bretanha, caso a Justiça de Londres divulgue evidências sobre a suposta tortura de um preso em Guantánamo. Os magistrados citaram advogados da chancelaria britânica que teriam recebido uma mensagem dos EUA, segundo a qual "o fim da cooperação exporia os cidadãos britânicos a um considerável aumento de riscos, num tempo em que sérias ameaças terroristas persistem".O preso em questão é Binyan Mohamed, cidadão britânico nascido na Etiópia, mantido em Guantánamo há quatro anos - após ser preso no Paquistão sob a suspeita de colaborar com a Al-Qaeda. Antes de ser transferido para a base na Ilha de Cuba, Mohamed, de 31 anos, teria sido torturado numa prisão secreta do Marrocos e forçado a confessar envolvimento num plano de ataque ao Ocidente com bomba radioativa.O chanceler britânico, David Miliband, no entanto, negou que tivesse recebido ameaças de Washington.

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