Juízes filipinos ameaçados de morte poderão andar armados

A Suprema Corte das Filipinas autorizou hoje os juízes do país de terem porte de armas no caso de receberem ameaças de morte, após o assassinato no sábado em um município da região da capital do magistrado Henrick Guingoyon.Guingoyon, que julgava vários delitos de narcotráfico, é conhecido no país por obrigar o Governo a pagar uma indenização de 3 bilhões de pesos (U$56,7 milhões ou 47,9 milhões de euros) às empresas construtoras do novo terminal do aeroporto internacional de Manila, a alemã Fraport AG e a companhia local Philippine International Air Terminals Co.O magistrado morreu por causa dos disparos efetuados por duas pessoas que estavam em uma motocicleta, pouco após sair de um ginásio e enquanto ia para sua casa. A Polícia indicou que ainda está investigando o crime, do qual não se sabe os motivos. O partido da oposição Bayan Muna (primeiro o país) condenou hoje o assassinato de Guingoyon, e criticou a impunidade no país nos assassinatos contra membros da imprensa, do corpo judicial e de ativistas da oposição.Segundo o comunicado de Bayan Muna, 15 representantes da justiça foram atacados durante 2005, sendo que oito, incluindo Guingoyon, morreram. A maioria dos falecidos, da mesma forma que Guingoyon, também prestava serviços aos ativistas opositores ao Governo. A autorização para que os juízes levem armas segue a uma medida similar no ano passado, quando se permitiu aos jornalistas ameaçados de morte levar um arma para sua defesa. Durante 2005 morreram pelo menos nove jornalistas filipinos em atos violentos relacionados com sua profissão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.