Tara Todras-Whitehill/Arquivo/AP
Tara Todras-Whitehill/Arquivo/AP

Juízes franceses irão à Cisjordânia, diz viúva de Arafat

Investigadores farão autópsia dos restos mortais do líder palestino com intenção de descobrir a causa da morte

AE, Agência Estado

05 de setembro de 2012 | 16h13

RAMALLAH - A viúva do ex-líder palestino Yasser Arafat, Suha, disse nesta quarta-feira, 5, que juízes investigadores franceses visitarão em breve a Cisjordânia para a autópsia dos restos mortais do seu marido, na esperança de descobrir a causa da morte em 2004. O governo da Autoridade Nacional Palestina (ANP) disse que a investigação é bem-vinda e que a equipe francesa poderá começar o trabalho em dias, mas alguns políticos expressaram preocupações com a autópsia.

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A morte de Arafat, em um hospital militar francês perto de Paris em 2004, permaneceu um mistério para muitos no mundo árabe. Os médicos franceses disseram que a causa imediata da morte foi um derrame.

No entanto, a causa da doença que Arafat sofreu durante as últimas semanas nunca foi esclarecida, o que levou a teorias persistentes e não provadas da conspiração, de que o líder palestino tinha câncer, AIDS ou foi envenenado.

Recentemente, um laboratório suíço descobriu vestígios de polônio-210 em roupas usadas por Arafat e entregues por Suha para análise. O polônio-210 é um elemento químico altamente radioativo e pode ser mortal. Isso reviveu todos os rumores de que o líder palestino foi envenenado, com novas acusações contra Israel. Um político israelense que era ministro de gabinete em 2004 negou com veemência os rumores.

Na semana passada, a promotoria de Paris abriu uma investigação sobre a morte de Arafat. Suha disse que "muito em breve especialistas da polícia científica francesa viajarão a Ramallah e visitarão o túmulo de Arafat". Ela pediu que a ANP coopere com os franceses. A mulher de Arafat, que tem cidadania francesa, afirmou que uma "investigação judicial aberta" precisa ter prioridade.

Com AP

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