Julgamento da mulher de Bo Xilai começa em 9 de agosto

O julgamento de Gu Kailai, mulher do político chinês Bo Xilai, terá início na manhã de 9 de agosto na cidade de Hefei, leste da China, informou uma porta-voz do tribunal nesta sexta-feira. Gu é acusada do assassinato do empresário britânico Neil Heywood. Bo caiu em desgraça após a divulgação das suspeitas do assassinato.

AE, Agência Estado

03 de agosto de 2012 | 12h05

A funcionária do Tribunal Popular Intermediário de Hefei deu a entender que o acesso do público e da mídia ao local deve ser duramente controlado e afirmou que os assentos no tribunal "já estão preenchidos".

Ela disse não ter informações sobre se diplomatas estrangeiros teriam permissão para assistir ao julgamento de Gu e de um funcionário da família. A embaixada britânica disse que pediu permissão às autoridades chinesas para enviar alguns diplomatas para assistirem o julgamento, mas um porta-voz da representação diplomática disse que ainda não havia recebido uma resposta oficial até a noite de sexta-feira.

O porta-voz da embaixada negou-se a comentar se os integrantes da família de Heywood tentaram ter acesso ao tribunal. Familiares do empresários britânico têm se recusado a falar sobre o assunto com meios de comunicação.

O julgamento é um passo crucial para os esforços do Partido Comunista Chinês para limitar o escândalo político ligado a Bo, que foi demitido dos cargos que ocupava no partido e colocado sob investigação em abril.

Heywood, que era próximo da família de Bo desde meados da década de 1990, foi encontrado morto em seu quarto de hotel em Chongqing em novembro. Chongqing é a cidade que Bo governava na época, como secretário-geral do partido.

Gu é acusada de ter envenenado Heywood, com a ajuda de um funcionário da família, por acreditar que ele ameaçava a segurança de seu filho após um "conflito de interesses econômicos", informou a agência estatal de notícias Xinhua na semana passada. Bo está sob investigação por "sérias violações disciplinares", não especificadas, de acordo com informações anteriores divulgadas pela agência estatal de notícias.

A morte de Heywood foi inicialmente considerada acidental, mas suspeitas de assassinato surgiram depois que o ex-chefe de polícia de Bo abrigou-se no consulado dos Estados Unidos em fevereiro, onde aparentemente divulgou informações sobre o envolvimento de Gu na morte de Heywood. Bo perdeu seus postos em março e está sob investigação, embora nenhuma acusação formal tenha sido feita contra ele. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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