Julgamento de Saddam recomeça em Bagdá

O Tribunal Penal Supremo do Iraque retomounesta terça-feira as audiências do julgamento do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein e de seis de seus antigos colaboradores, acusados de genocídio contra o povo curdo durante a campanha al-Anfal. A operação foi realizada pelo Exército iraquiano entre 1987 e 1988 contra o Curdistão, no norte do país, e causou a morte de dezenas de milhares de pessoas. O julgamento começou na segunda-feira. A sessão desta terça-feira tem a presença dos sete acusados, inclusive o ditador e seu primo, AliHassan al-Majid. Mais conhecido como "Ali, o químico", ele era responsável pela zona norte durante a operação, segundo várias redesde TV iraquianas. Na segunda sessão do processo, o sultão Hajem Ahmed, antigo ministro da Defesa, que era comandante do regimento que atuou no Curdistão, negou ter atacado o povo curdo. Ele garantiu que sua missão era repelir os ataques iranianos na região durante a guerra contra o Irã (1980-88). Saber al-Douri, ex-chefe dos serviços de Inteligência militar, considerou "não culpados" todos os acusados, inclusive Saddam. "Estávamos defendendo o país", afirmou. O presidente do Tribunal, o juiz xiita Abdallah Ali al-Amery,deve ouvir o depoimento de algumas testemunhas sobre a operação. Saddam e outros sete de seus antigos colaboradores também enfrentam outro processo, cujo julgamento começou em outubro do ano passado. Eles são acusados do massacre de 148 xiitas após umasuposta tentativa de assassinato na aldeia al-Dujail, em 1982.

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