Julgamento de Saddam recomeça sem a presença dos advogados de defesa

O julgamento de Saddam Hussein, acusado de genocídio do povo curdo, recomeçou nesta segunda-feira após um intervalo de 12 dias, com os acusados na corte, mas sem os advogados. O juiz chefe Mohammed Oreibi al-Khalifa declarou um recesso no julgamento após uma conturbada sessão em 26 de setembro, na qual Saddam e os outros seis acusados foram expulsos da corte. O juiz disse, na época, que queria dar aos acusados tempo para convencer seus advogados a encerrar com o boicote do julgamento, ou contratar advogados novos. Ainda assim, o advogado chefe de Saddam disse neste domingo que ele e sua equipe continuariam a boicotar o julgamento em protesto à remoção do primeiro juiz chefe, e à recusa da corte em dar aos advogados tempo para examinar milhares de documentos.O advogado Khalil al-Dulaimi disse que a decisão de continuar o boicote se deu após ele se encontrar com Saddam em dois de outubro e por causa de "repetidas violações da corte". Saddam e os outros acusados estavam presentes na corte nesta segunda-feira, mas seus advogados não apareceram.al-Khalifa abriu a sessão chamando testemunhas curdas.Saddam e os outros seis estão em julgamento desde 21 de agosto pela execução dos curdos no final dos anos 1980. A promotoria alega que mais de 180 mil pessoas foram assassinadas. Saddam e os outros acusados podem encarar a morte por enforcamento, se condenados.

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