Karim Kadim/AP
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Julgamento de vice-presidente iraquiano é adiado

Advogados pediram criação de um tribunal especial para caso, o que gerou crise política

AE, Agência Estado

03 Maio 2012 | 09h17

Texto atualizado às 11h50

BAGDÁ - O julgamento do vice-presidente iraquiano foragido Tariq al-Hashemi, que começaria nesta quinta-feira, 3, foi adiado em uma semana depois de seus advogados pedirem a criação de um tribunal especial para ouvir o caso, que gerou uma crise política e pode aprofundar as divisões sectárias no Iraque.

Al-Hashemi, um dos principais políticos sunitas do país, é acusado de ter liderado esquadrões da morte que tinham como alvo oficiais do governo, forças de segurança e peregrinos xiitas.

Depois de os advogados de Al-Hashemi apresentarem hoje uma moção solicitando que o Parlamento estabeleça uma corte específica para autoridades de alto escalão, o julgamento foi remarcado para 10 de maio.

O governo iraquiano, liderado por xiitas, acusa Al-Hashemi de estar envolvido em 150 ataques a bomba, além de assassinatos e outros atentados. Os esquadrões da morte seriam compostos por guardas pessoais e outros funcionários do vice-presidente.

Al-Hashemi, que fugiu para a Turquia, nega as acusações. A pena máxima em casos de terrorismo no Iraque é a pena de morte.

As informações são da Associated Press.

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