Julho é o mês mais mortífero para EUA no Afeganistão

Três soldados norte-americanos morreram após uma explosão no Afeganistão, elevando o número de militares dos Estados Unidos mortos no país em julho para pelo menos 63. O número supera o recorde registrado no mês anterior, e faz do sétimo mês do ano de 2010 como o mais mortífero para as forças norte-americanas na guerra que já dura quase nove anos.

AE-AP, Agência Estado

30 de julho de 2010 | 14h02

Hoje, a polícia de Cabul fez disparos para o alto para dispersar uma multidão de afegãos irritados que gritavam "morte à América", jogavam pedras e atearam fogo em dois veículos, depois que um carro utilitário se envolveu num acidente de trânsito que matou quatro afegãos na principal via que leva ao aeroporto, segundo o chefe de investigações criminais da capital, Abdul Ghaafar Sayedzada.

Utilitários são geralmente associados a estrangeiros, mas não estava claro quem causou o acidente, porque os ocupantes do carro fugiram do local. Sayedzada disse que dois veículos estrangeiros que estavam nas proximidades foram queimados.

Os três soldados norte-americanos morreram em duas explosões separadas ontem, informou hoje a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em comunicado, sem fornecer as nacionalidades dos militares. Mas oficiais dos Estados Unidos, que falaram em condição de anonimato, disseram que todos eram norte-americanos.

Comandantes dos Estados Unidos e da Otan advertiram que o número de mortos e feridos pode aumentar na medida em que as forças militares internacionais intensificam a guerra contra o Taleban, especialmente nas províncias de Helmand e Kandahar, no sul do país. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ordenou o envio de 30 mil homens para o Afeganistão, em dezembro, para reforçar o combate ao grupo insurgente.

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