Julian Assange deve ser solto ainda hoje, diz advogado

Mark Stephens, advogado de Julian Assange, disse que seu cliente deve ser solto hoje "ou, no pior dos casos, amanhã". O fundador do WikiLeaks obteve nesta quinta-feira o direito de deixar a prisão caso pague fiança. Um juiz de um tribunal londrino negou um pedido de recurso da promotoria britânica representando a Suécia e concedeu o direito de liberdade a Assange.

AE, Agência Estado

16 de dezembro de 2010 | 14h53

A decisão do juiz Duncan Ouseley, do Tribunal Superior de Londres, permite que o fundador do WikiLeaks, site que vaza documentos oficiais secretos, possa responder em liberdade a um pedido de extradição. A Suécia quer extraditar o ativista para que ele deponha em um caso de crimes sexuais contra duas mulheres. Assange afirma ser inocente e seus advogados veem motivações políticas no caso. O processo de extradição pode levar meses.

Na terça-feira, um juiz londrino concedeu ao australiano de 39 anos o direito à liberdade se ele pagasse fiança, estabelecida em 200 mil libras. Assange se entregou à polícia na semana passada. O fundador do WikiLeaks está sendo mantido em uma solitária quase ininterruptamente desde sua prisão, no dia 7. Ele terá de usar um monitoramento eletrônico e não poderá mudar de endereço. Ouseley disse não ver risco de Assange tentar fugir do país. A prisão coincidiu com o início da divulgação de cerca de 250 mil documentos diplomáticos vazados dos EUA pelo WikiLeaks. O vazamento enfureceu Washington.

Stephens disse anteriormente acreditar que o dinheiro da fiança pode ser conseguido ainda hoje. O diretor de documentários norte-americano Michael Moore, o cineasta britânico Ken Loach e a socialite Bianca Jagger estão entre os que contribuíram para se chegar ao total do montante. Um grupo fora do tribunal vibrou com a decisão desta hoje. "Expor crimes de guerra não é um crime", gritavam eles. As informações são da Dow Jones.

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