Juncker é pressionado sobre práticas tributárias

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, se viu em uma saia justa durante a reunião do G-20, que acontece neste fim de semana na Austrália. Enquanto o grupo das maiores economias globais busca aprovar medidas para tentar conter manobras tributárias, surgiram recentemente notícias de que grandes companhias multinacionais usaram unidades em Luxemburgo para pagar menos impostos. Juncker foi primeiro-ministro do pequeno país europeu por quase 18 anos, até deixar o cargo no fim do ano passado.

AE, Estadão Conteúdo

15 de novembro de 2014 | 10h33

Segundo Juncker, a falta de cooperação entre os membros da União Europeia criou um sistema no qual "a tributação muito baixa de empresas" era legal. "Coisas desse tipo podem acontecer, em função da divergência entre os sistemas tributários nacionais", comentou.

O presidente do grupo de engajamento da sociedade civil dos países do G-20, chamado de C-20, disse que as revelações sobre o governo Juncker prejudicam sua credibilidade e colocam sua liderança na UE em xeque. "Como o arquiteto da construção de Luxemburgo como um paraíso fiscal pode estar encarregado de combater esses procedimentos?", questionou Tim Costello.

Documentos revelados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos mostraram detalhes de como centenas de grandes empresas, incluindo Pepsi, FedEx e Amazon.com, confluíram seus lucros para Luxemburgo para evitar pagar bilhões de dólares em impostos em outras jurisdições.

O Comitê de Assuntos Fiscais do G-20 discute medidas capitaneadas pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) para evitar que as empresas transfiram lucros entre subsidiárias para driblar impostos, além de introduzir padrões mais elevados de divulgação de lucros e receitas. Fonte: Dow Jones Newswires.

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