JAMIL CHADE/ESTADAO
JAMIL CHADE/ESTADAO

UE propõe plano para realocar 160 mil refugiados no bloco

Comissão Europeia sugere criação de um fundo de emergência de 1,8 bilhão de euros para financiar a acomodação dessas pessoas

O Estado de S. Paulo

09 Setembro 2015 | 08h45

ESTRASBURGO - O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, pediu nesta quarta-feira, 9, que os países-membros da Unia Europeia aceitem acolher 160 mil refugiados para amenizar a crise migratória provocada, principalmente, pelo êxodo de sírios que fogem da guerra civil no país. Juncker também propôs a criação de um fundo de emergência de 1,8 bilhão de euros para financiar a acomodação dessas pessoas. 

"Os números são impressionantes. É hora de ações audazes e determinadas", disse o presidente do braço executivo da UE em discurso anual no Parlamento Europeu. 

Segundo Juncker, 500 mil refugiados devem chegar à Europa neste ano. A maioria deles está na Itália, Grécia e Hungria. Anteriormente, a Comissão havia proposto realocar 40 mil pessoas. Em razão do aumento exponencial da crise, o número foi revisto para 160 mil. 

A chanceler alemã, Angela Merkel, defensora do estabelecimento de cotas  para o recebimento de refugiados, disse que a proposta de Juncker é um primeiro passo rumo à uma divisão justa de responsabilidades. Alemanha, França e Espanha devem arcar com a maior parte do fluxo de refugiados, com cerca de 70 mil imigrantes cada, de acordo com a proposta da UE. 

Juncker também pediu que a UE não faça distinções quanto as religiões dos refugiados e colabore para que eles encontrem trabalho e estudo. "Não há religião, credo e filosofia quando se trata de refugiados", acrescentou. "Quem somos nós para fazer essas comparações?" / AFP e EFE

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