Junho termina como o mês mais sangrento para tropas no Afeganistão

Número de baixas no período chegou a 103; EUA são o país que mais perdeu soldados

estadão.com.br

30 de junho de 2010 | 13h05

SÃO PAULO - O mês de junho foi o mais sangrento para os soldados da coalizão internacional que combate a insurgência no Afeganistão. Com a morte confirmada de um soldado americano nesta quarta-feira, 30, chega a 103 o número de mortes de militares neste mês, segundo dados do site independente icasualties.org, que registra as baixas ocorridas no país asiático.

 

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Desse total, 59 são soldados dos EUA, país que lidera a coalizão formada com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para a luta contra o Taleban, que já dura nove anos. O segundo país que mais perdeu militares neste mês foi o Reino Unido, com 20 baixas.

Até então, os meses mais mortíferos para as tropas internacionais no Afeganistão haviam sido julho e agosto de 2009, quando morreram 76 e 77 soldados nesses períodos respectivamente. Para os militares americanos, junho se iguala a outubro de 2009 como o mês no qual foram registradas mais mortes entre as tropas.

Desde 1º de janeiro, 323 soldados da coalizão internacional morreram em combates, acidentes ou de complicações médicas no Afeganistão. Se o ritmo persistir, 2010 será o ano mais sangrento para essas tropas. Em 2009, o total de militares mortos chegou a 521 e, até o fim de junho, esse número era de 157, menos da metade do que o registrado até agora neste ano.

Os dados de junho coincidem com um período em que os EUA realizam uma troca de comando no Afeganistão, o que coloca em dúvida a eficácia da estratégia do presidente Barack Obama na luta contra a insurgência. Recentemente, escândalos envolvendo o comandante das tropas americanas e da Otan no país asiático fizeram com que a Casa Branca nomeasse um novo general. A decisão colocou o governo em xeque, embora as autoridades tenham dito que a estratégia de combate seguirá a mesma.

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