Junta de Mianmar admite detenção de 3 mil manifestantes

Segundo informações oficiais, pelos menos 500 continuam presos até serem interrogados

Efe,

17 de outubro de 2007 | 02h47

A Junta Militar de Mianmar confirmou nesta quarta-feira, 17, que deteve quase 3 mil pessoas desde que começou a repressão dos protestos dos monges budistas. Desses pelo menos 500 continuam na prisão, enquanto as autoridades procuram mais manifestantes.  Veja também:Junta de Mianmar condena declaração da ONU contra repressãoJapão cancela doação de US$ 4,8 milhões a Mianmar Entenda a crise e o protesto dos monges  Um comunicado oficial do regime, publicado na primeira página do jornal The New Light of Mianmar, normalmente usado para divulgar suas mensagens, afirmou que as pessoas "que lideraram, tomaram parte ou apoiaram as agitações de setembro foram detidas e estão sendo submetidas a interrogatórios". "Algumas delas ainda estão esperando para ser interrogadas", acrescentou a nota. O enviado especial da ONU para Mianmar, Ibrahim Gambari, está em viagem por vários países asiáticos. Ele busca apoio para solucionar a crise e conseguir que a Junta Militar libere todos os presos políticos e detidos durante as manifestações, brutalmente reprimidas pelas forças de segurança. Até terça-feira, o regime admitia a morte de 10 pessoas durante a repressão dos protestos e a prisão de 2.700 manifestantes. Mas fontes da dissidência calculam que o número de mortos é de cerca de 200 e que os detidos superam amplamente os 6 mil. Mianmar (antiga Birmânia) é governada pelos militares desde 1962 e não celebra eleições parlamentares desde 1990.

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