Junta de Mianmar prende líder estudantil dissidente

Até agora, 13 líderes do grupo Geração de 88 foram presos após protesto contra o aumento dos combustíveis

Reuters,

13 de outubro de 2007 | 11h11

A junta militar de Mianmar prendeu Htay Kywe, líder estudantil dissidente da revolta de 1988, depois de uma perseguição de dois meses aos organizadores dos protestos contra o preço dos combustíveis em agosto, disse um amigo do líder estudantil neste sábado, 13.   O amigo, exilado, disse que Htay Kywe, 39, e três outros dissidentes foram presos durante a noite de sexta-feira em Yangon, onde a polícia e soldados continuam a fazer batidas em casas e a deter suspeitos, em reação aos protestos pró-democracia do mês passado. "Eles sentiram a rede se fechando há vários dias", disse o amigo à Reuters, em Bangcoc.   O movimento de protesto começou em meados de agosto como uma série de passeatas esporádicas organizadas por membros do chamado Grupo de Estudantes da Geração de 88 contra o aumento dos combustíveis no país, um dos mais pobres da Ásia.   Entretanto, os protestos foram fortemente reprimidos, com soldados abrindo fogo contra a multidão de monges desarmados na cidade central de Pakokku.   No auge dos protestos no fim de setembro, dezenas de milhares de pessoas tomaram o centro de Yangon, gritando "democracia, democracia" e exigindo o fim dos 45 anos da ditadura militar e declínio econômico.   Até o momento, 13 líderes do grupo Geração de 88, incluindo Min Ko Naing, a figura mais proeminente depois da ganhadora do Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, foram presos.   Apoio ao governo   Ainda neste sábado, milhares de pessoas se manifestaram pelas ruas de Yangun para apoiar a Junta Militar de Mianmar. Os militares repudiaram a declaração da quinta-feira do Conselho de Segurança da ONU, que "lamentou firmemente" a repressão contra as manifestações em favor da democracia.   A manifestação transcorreu no meio da chuva e nela um grande número de monges puderam ser vistos, segundo as imagens divulgadas pelas redes tailandesas.   A concentração coincide com a resposta ao comunicado da ONU por parte da Junta Militar, que, por meio do jornal A Nova Luz de Mianmar, considerou que a atual situação em Mianmar "não representa uma ameaça para a paz e segurança nacional". No entanto, a Junta se comprometeu a cooperar com a comunidade internacional e a prosseguir o projeto de seu próprio "mapa do caminho" para a democracia.   (Com informações da Efe)   Matéria ampliada ás 11h42

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