Junta egípcia devolve direitos políticos a Ayman Nur

O marechal Hussein Tantawi, chefe da junta militar que governa o Egito, devolveu nesta quarta-feira os direitos políticos plenos ao ex-deputado Ayman Nur, o que permitirá que o ativista concorra às eleições presidenciais egípcias em maio, informou a mídia estatal do Egito. Nur, que em 2005 desafiou o então presidente Hosni Mubarak nas eleições, chegando a obter 7% dos votos, foi mais tarde acusado de fraudes eleitorais e condenado. No ano passado, após a derrubada de Mubarak, ele teve rejeitado um apelo feito à Justiça para que a cassação dos direitos políticos fosse derrubada.

AE, Agência Estado

28 Março 2012 | 14h46

Hoje Tantawi declarou que Nur "poderá participar com todos os seus direitos políticos" das eleições, disse a agência estatal Mena. Nur saiu da obscuridade para a fama quando se candidatou nas primeiras eleições presidenciais do Egito com mais de um candidato, em 2005. Ele fundou o Hizb al-Ghad, ou Partido do Amanhã, um movimento secular. Ele obteve 7,6% dos votos e Mubarak foi mais uma vez reeleito sob acusações de fraudes.

Alguns meses depois das eleições, Nur foi acusado de fraudes em listas partidárias e sentenciado a cinco anos de prisão. A sentença foi denunciada pelos Estados Unidos, então aliados de Mubarak, que pediram a libertação de Nur. Diabético, o político foi solto por motivos de saúde em 2009, informa a agência France Presse (AFP).

Para concorrer à presidência, contudo, Nur ainda precisará ser nomeado pelo Hizb al-Ghad, ou assegurar o endosso de 30 parlamentares ou de 30 mil eleitores de 15 províncias. As eleições presidenciais egípcias foram marcadas para 23 e 24 de maio.

As informações são da Dow Jones.

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