Junta militar adverte sobre crise no Egito

A junta militar do Egito alertou sobre as consequências "extremamente graves", se a nação não superar a atual crise. O marechal Hussein Tantawi, que comanda a junta, pediu que os eleitores se apresentam para as votações parlamentares que começam na segunda-feira.

AE - AP, Agência Estado

27 de novembro de 2011 | 10h23

Os comentários de Tantawi, veiculados pela agência de notícias estatal, surgem em meio à retomada dos protestos na Praça Tahrir depois de uma breve trégua entre os militares e os manifestantes.

"Nós não permitiremos que encrenqueiros se intrometam nas eleições", disse ele. "O Egito está em uma encruzilhada - ou teremos êxito política, econômica e socialmente ou as consequências serão extremamente graves, e nós não permitiremos isso", afirmou o marechal.

Tantawi enfrenta crescente pressão para que ele e seus colegas da junta militar entreguem imediatamente o poder a um conselho presidencial civil que administre os interesses da nação até que um presidente seja eleito. Os militares tomaram o poder depois que Hosni Mubarak foi deposto por um levante popular.

Líder da reforma e defensor da democracia no Egito, Mohamed ElBaradei disse estar preparado para chefiar um governo de "salvação nacional" que tire o país da crise política. Neste domingo, uma marcha na Praça Tahrir, chamada de "Legitimidade da Revolução", deu continuidade às manifestações após um hiato de nove dias. Amanhã começam as primeiras eleições parlamentares desde a saída de Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro.

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