Junta Militar birmanesa nomeia general como novo premiê

Chefe de governo interino Thein Sein assume quinto cargo mais importante do país às vésperas da Asean

Efe,

24 de outubro de 2007 | 14h24

A Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) nomeou nesta quarta-feira, 24, o general Thein Sein, até agora chefe de governo interino, como primeiro-ministro com plenos poderes. Thein Sein, cuja nomeação foi anunciada pela televisão estatal, sucede o general Soe Win, que morreu de leucemia aos 52 anos em Rangun no dia 12 de setembro.   O militar, considerado braço-direito do chefe da Junta, general Than Shwe, desempenhava as funções de primeiro-ministro desde maio, quando seu antecessor foi internado em uma clínica de Cingapura onde permaneceu até pouco antes de morrer.   Na hierarquia Junta Militar, o primeiro-ministro ocupa o quinto posto mais alto. Thein Sein assume o cargo com plenos poderes a um mês da Cúpula de chefes de Estado e do governo da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), na qual a delegação birmanesa é esperada.   A nomeação de Thein Sein acontece enquanto continuam os esforços da ONU para obter apoio internacional à iniciativa de mediar negociações entre a Junta Militar birmanesa e a líder oposicionista e Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, sob prisão domiciliar desde junho de 2003.   A Liga Nacional pela Democracia (LND), liderada por Suu Kyi, é o único partido da oposição que resiste à pressão das autoridades, que reprimiram com dureza os recentes protestos contra o aumento abusivo nos preços dos combustíveis e a favor da democracia liderados por monges budistas.   Segundo o jornal New Light of Myanmar, órgão oficial do regime, 2.927 pessoas foram presas durante os distúrbios, das quais 2.550 foram liberadas depois de interrogadas.   O jornal não menciona o número de mortos, mas as autoridades admitiram dez mortos, entre eles um jornalista japonês baleado. Dissidentes calculam que o número de mortos beira os 200 e o de detidos chega a 6.000, inclusive mais de mil monges budistas.

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