Junta militar da Tailândia começa a reformar sistema eleitoral

O governo militar da Tailândia anunciou nesta segunda-feira que começou a fazer uma revisão do sistema eleitoral do país depois de o chefe da junta militar, general Prayuth Chan-ocha, ter anunciado em um discurso na sexta-feira que as eleições poderão ser realizadas no final de 2015.

AMY SAWITTA LEFEVRE, REUTERS

30 de junho de 2014 | 09h50

Os militares tomaram o poder em 22 de maio, em um golpe sem derramamento de sangue após seis meses de manifestações de rua que levaram à destituição da primeira-ministra Yingluck Shinawatra. Um tribunal já havia ordenado que ela deixasse o poder, depois de considerá-la culpada de abuso de poder, em 7 de maio.

O secretário permanente de Defesa, Surasak Kanchanarat, disse que no topo da agenda dos militares estão uma reforma dos partidos políticos, a descentralização do poder e "investigações e punições para os grupos que cometeram fraude eleitoral".

"Nós vamos conversar sobre obstáculos para uma eleição e corrupção", disse Surasak a repórteres antes de um encontro no fim da noite desta segunda-feira (horário local) com a Comissão Eleitoral.

A junta, formalmente conhecida como Conselho Nacional pela Paz e a Ordem, suspendeu a Constituição. O general Prayuth Chan-ocha disse no seu discurso na sexta-feira que uma nova e temporária Carta ficaria pronta em julho. Ele afirmou ainda que iria permitir que um gabinete interino seja instalado em setembro e um conselho para reformas começaria a trabalhar no texto de uma Constituição de longo prazo.

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