REUTERS/Chaiwat Subprasom
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Junta militar da Tailândia comemora vitória em plebiscito sobre Constituição

Nova Carta, que consolida influência dos militares na vida política do país, obteve 61,4% dos votos a favor e 38,6% contra; é a 20ª Constituição adotada pelo país desde o fim da monarquia absoluta em 1932

O Estado de S. Paulo

08 Agosto 2016 | 10h41

BANGCOC - A junta militar da Tailândia comemorou aprovação no domingo, 7, em plebiscito de sua proposta de Constituição, que consolida sua influência na vida política do país, enquanto os principais partidos, opostos ao projeto, acataram o resultado.

A nova Carta Magna obteve 61,4% dos votos a favor contra 38,6% com 94% dos votos apurados, segundo os últimos dados provisórios da Comissão Eleitoral, que dará os resultados definitivos na quarta-feira, 10. A participação ficou em cerca de 55%, 25 pontos abaixo do objetivo traçado pela junta e dois menos que no plebiscito sobre a Constituição anterior, em 2007.

Através de um porta-voz, o chefe da junta e primeiro-ministro, Prayut Chan-ocha, no poder desde o golpe de Estado de 2014, pediu a todas as partes para acatar o resultado e fez um apelo à unidade do país.

"O resultado da decisão do povo reforça a determinação da junta de continuar o trabalho para estabelecer paz e ordem, e encaminhar o país rumo ao desenvolvimento sustentável com uma democracia de padrões internacionais", disse o porta-voz, Sansern Kaewkamnerd, em comunicado publicado na noite de domingo.

O resultado do plebiscito facilita a convocação de eleições gerais que, segundo o compromisso das autoridades, deveriam acontecer em 2017. Esta é a 20ª Constituição adotada pela Tailândia desde o fim da monarquia absoluta em 1932. / EFE

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