Junta Militar de Mianmar defende prisão domiciliar de Suu Kyi

Em maio, governo birmanês prorrogou o período de detenção de líder opositora pelo sexto ano consecutivo

Efe,

11 de junho de 2008 | 04h42

A Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) defendeu nesta quarta-feira, 11, a "legalidade" da ampliação, pelo sexto ano consecutivo, da prisão domiciliar da líder opositora e prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi. As declarações do Governo birmanês, divulgadas por meio do jornal governista New Light of Myanmar, vêm à tona um dia depois da libertação de 15 membros da oposição, detidos no mês passado por exigir a libertação de Suu Kyi. O prolongamento da prisão domiciliar da líder opositora provocou críticas da comunidade internacional e de associações independentes de advogados, que afirmam que a prisão domiciliar só pode ser mantida durante cinco anos no país. No entanto, os generais argumentam que as detenções por mais de seis anos são legais sob a Lei para a Salvaguarda do Estado de Perigos e Elementos Subversivos, de 1975. As autoridades birmanesas decidiram em 27 de maio prorrogar o período de detenção de Suu Kyi, líder da Liga Nacional pela Democracia (LND), e que passou mais de 12 dos últimos 18 anos detida em sua casa, em Rangun.

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