Junta Militar de Mianmar garante que respondeu bem ao ciclone

Cerca de 134.000 pessoas morreram ou desapareceram em decorrência da passagem do ciclone pelo país

EFE

01 de junho de 2008 | 04h08

A Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) assegurou ter avisado à população da chegada do ciclone "Nargis" e atuado com rapidez para combater os efeitos da catástrofe no país. O vice-ministro de Defesa, general Aye Mint, fez estas afirmações durante discurso numa conferência sobre segurança que está sendo realizada em Cingapura. Segundo ele, o Governo avisou da eminente chegada do "Nargis" em pronunciamentos via rádio e televisão. Mint disse ainda que, graças à rapidez do Exército nos trabalhos, foi possível restabelecer os serviços de água e luz. Entretanto, segundo testemunhas, grande parte de Yangun, capital do país, segue sem os serviços. O vice-ministro reiterou que o Governo já concluiu a fase de distribuição de ajuda humanitária aos cerca de 2,5 milhões de sobreviventes da catástrofe, e que atualmente os trabalhos se concentram na reconstrução das infra-estruturas destruídas. A Junta Militar estima que os danos causados pelo ciclone em Yangun e na região do delta do rio Irrawaddy - área mais afetada - chegam a aproximadamente US$ 11 bilhões. Cerca de 134.000 pessoas morreram ou desapareceram em decorrência da passagem do ciclone pelo sul de Mianmar. Na mesma conferência, o secretário de Defesa de Estados Unidos, Robert Gates, culpou a Junta Militar pela morte de milhares de pessoas por impedir a chegada da ajuda internacional às vítimas. O chefe do Pentágono disse que os generais de Mianmar têm se mostrado "surdos e mudos" diante das chamadas internacionais para que seja liberada a entrada de pessoal especializado e ajuda.

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