Junta Militar detém 70 opositores em Mianmar

Eles foram presos por fazer campanha contra projeto constitucional que será submetido a plebiscito em maio

Efe,

30 de abril de 2008 | 01h29

A Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) deteve nos últimos três dias 70 opositores, por fazer campanha contra o projeto constitucional que será submetido a plebiscito no dia 10 de maio. Entre os presos, há três monges budistas. O secretário de Associação de Apoio aos Prisioneiros de Mianmar Ko Teik Naing afirmou em uma nota que dezenas de pessoas foram detidas no pagode de Shwedagon, em Yangun, quando protestavam contra o processo constitucional, enquanto outros foram presos em suas casas. Naing relatou que a Polícia deteve todos os que tentaram fixar cartazes e distribuir folhetos contra o plebiscito. O regime também impediu a tentativa de vários monges de se reunir nos pagodes de Shwedagon, Sule e Kyaikasan, ponto de origem em setembro do ano passado das manifestações a favor da democracia lideradas pelos monges budistas que depois foram brutalmente sufocadas pelos soldados. Após mais de dez anos de preparativos, o regime anunciou em fevereiro a realização do plebiscito constitucional, primeiro passo de seu chamado "Mapa de Caminho" em direção à democracia, que terminará, segundo seu plano, com eleições livres em 2010. No entanto, a líder opositora e Nobel da Paz Aung San Suu Kyi não poderá se candidatar, por ter sido casada com um estrangeiro e porque seus filhos possuem passaportes britânicos, segundo estipula a proposta da Carta Magna. O texto é rejeitado pelo principal partido da oposição, a Liga Nacional pela Democracia (LND), o movimento estudantil, os religiosos e as minorias étnicas.

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