Junta militar no Egito mantém lei de emergência

A lei de emergência do Egito ficará em vigor até junho de 2012, anunciou ontem a junta militar que atualmente governa o país, frustrando os manifestantes que exigiam o fim imediato da legislação que, segundo grupos de direitos humanos, foi usada pelo ex-presidente Hosni Mubarak para sufocar a dissidência.

CAIRO, O Estado de S.Paulo

22 Setembro 2011 | 03h01

A lei foi prorrogada por mais dois anos por Mubarak em meados de 2010. Manifestantes que depuseram o presidente em fevereiro exigiam que ela fosse suspensa.

Os militares reativaram a lei de emergência depois de manifestantes atacarem e invadirem Embaixada de Israel no Cairo. O ataque levou Israel a retirar seu embaixador do Egito. O Exército disse que seria usada para conter os roubos e outros crimes, informou a agência estatal Mena.

Ativistas e políticos disseram que o sistema legal do Egito pode lidar com crimes violentos sem a necessidade de recorrer a tribunais especiais de emergência. A lei esteve em vigor durante as três décadas de governo de Mubarak. / REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.