Junta Militar quer manter 'relações fluentes' com Suu Kyi

General Aung Kyi será o interlocutor oficial entre o governo e a prêmio Nobel da Paz

Efe,

09 de outubro de 2007 | 02h34

A Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) anunciou nesta terça-feira, 9, que espera manter "relações fluentes" com Aung San Suu Kyi, prêmio Nobel da Paz e líder do movimento democrático que está em prisão domiciliar desde 2003.  Veja também:ONU estuda condenar a Junta Militar de MianmarMianmar nomeia mediador para negociar com oposicionistaVídeo da CNN mostra prisões em massa  População apóia protesto dos monges Entenda a crise e o protesto dos monges Dissidentes cibernéticos driblam censura  O anúncio, publicado na capa do jornal Nova Luz de Myanmar, acontece um dia depois que os militares designaram um interlocutor oficial para estabelecer vias regulares de comunicação com Suu Kyi. A designação do vice-ministro de Trabalho, general Aung Kyi, como encarregado dessas relações foi divulgada na segunda-feira à noite pela televisão estatal e de novo relembrada nesta terça pelo periódico, o órgão de propaganda do regime. O meio indica que o anúncio é um gesto feito ao enviado especial da ONU para Mianmar, Ibrahim Gambari, que no início deste mês propôs à Junta Militar que criasse um conduto oficial com Suu Kyi, de 62 anos e chefe da Liga Nacional para a Democracia. Gambari chegou a Mianmar no meio das condenações internacionais contra a brutal repressão exercida pelas forças de segurança contra os manifestantes que pediam a democratização do país, protestos nos quais morreram 16 pessoas.

Tudo o que sabemos sobre:
MianmarprotestomongesSuu Kyi

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.