Emmanuel Braun/Reuters
Emmanuel Braun/Reuters

Junta militar quer restabelecer democracia no Níger, diz ONU

Governo do país sofreu golpe de Estado na quinta-feira; situação é calma e rotina da nação já foi retomada

estadao.com.br,

22 de fevereiro de 2010 | 09h14

A junta militar que tomou o poder no Níger na semana passada está trabalhando pelo restabelecimento da democracia no país, disse no domingo, 21, um funcionário das Nações Unidas (ONU).

 

"O partido está muito entusiasmado para devolver o poder aos civis levar o Níger a uma democracia de inclusão", disse ao canal de notícias CNN o representante da ONU para o oeste da África, Said Djinnit. "Essa transição começou com o golpe e a implementação de uma nova constituição", continuou.

 

A nova legislação já está vigente, conforme confirmou Djinnit. Ele e representantes da União Africana e da Comunidade Econômica dos Estados Oeste Africano se encontraram com os líderes da junta em Niamey no domingo para tentar chegar a uma solução para o conflito. "A missão dessa reunião é assegurar que esse golpe será o último. Golpe nenhum será tolerado", disse Djinnit.

 

Acredita-se que o presidente Mamadou Tandja esteja preso em um campo militar desde o golpe de quinta-feira. Os rebeldes alvejaram o palácio presidencial com tiros e bombas e prenderam o presidente e ministros durante uma reunião. No mesmo dia, os militares suspenderam a Constituição e estabeleceram o poder para o Conselho Superior para a Restauração da Democracia.

 

O golpe foi fruto do resultado de um referendo recente que permitiria reeleição ilimitada ao presidente Tandja, que já está no poder desde 1999. A Constituição do Níger, porém, permitia apenas dois mandatos consecutivos de cinco anos cada.

 

A derrubada de Tandja aparentemente teve o apoio de boa parte dos 15 milhões de pessoas que vivem no Níger, disse Djinnit. Segundo o funcionário da ONU, a situação está calma e as rotinas estão se normalizando no país.

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