Junta militar rejeita ajuda de navios de guerra dos EUA

França e Reino Unido também têm embarcações próximas ao país e enfrentam dificuldades para ajudar

Efe,

21 de maio de 2008 | 04h21

A Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) rejeitou nesta quarta-feira, 21, através dos meios de comunicação, a ajuda humanitária dos navios de guerra dos Estados Unidos. Eles estão ancorados em frente à costa birmanesa e transportam uma carga de ajuda para as vítimas do ciclone Nargis. Veja tambémAntes e depois da devastação "Há questões sobre a assistência humanitária dos navios de guerra e helicópteros militares (dos Estados Unidos) que não são aceitáveis para o povo birmanês", assinalou o diário estatal A Nova Luz de Myanmar, sem entrar em detalhes. O jornal impresso em inglês, que costuma ser usado pelo regime militar para comunicar sua opinião à comunidade internacional, agradeceu a solidariedade dos Estados Unidos, que enviou na última semana artigos de primeira necessidade em vôos diários a Rangun. A França e o Reino Unido também têm embarcações nas proximidades de Mianmar, e encontram problemas para poder ajudar com rapidez os cerca de 2,5 milhões de afetados pelo ciclone Nargis. As autoridades birmanesas mantêm desde a sexta-feira o número de mortos pela catástrofe natural em 77.738, além de 55.917 desaparecidos. Mianmar designou na segunda-feira passada a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) como corpo organizador da ajuda humanitária. Além disso, convocou uma conferência de doadores para o próximo domingo, em Rangun, que envolverá representantes das Nações Unidas e da Asean. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, chegará nesta quarta-feira a Bangcoc e viajará na quinta-feira a Mianmar para tentar convencer a Junta Militar a permitir que as agências humanitárias ajudem as vítimas do Nargis sem a imposição de limites. As agências humanitárias encontram problemas para obter vistos de entrada para seu pessoal e para poder se movimentar com liberdade em Mianmar.

Tudo o que sabemos sobre:
Mianmarciclone Nargis

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.