Juramento pela Carta de 79 e sem Alan García

Apesar do discurso de conciliação, o presidente Ollanta Humala tomou uma decisão polêmica na posse, de confronto aos órfãos políticos do ex-presidente Alberto Fujimori. A Constituição em vigor no país é de 1993, mas Humala fez o juramento com a mão sobre uma Constituição de 1979.

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2011 | 00h00

A Carta de 1993 foi outorgada por Fujimori, depois de o ex-presidente ter dissolvido o Congresso. Por conta disso, Humala ressaltou no juramento os valores da Constituição de 1979, como a "soberania nacional e a ordem constitucional".Ao citar a Carta, Humala foi vaiado pela bancada fujimorista. As vaias foram respondidas pela bancada governista da coalizão nacionalista Ganha Peru.

Alan García, que deixou o governo ontem, não entregou a faixa presidencial ao novo chefe de Estado. García, que só contava com 4 dos 130 votos do Parlamento no final do mandato, apesar de ter 50% de popularidade, preferiu se ausentar da cerimônia no Congresso temendo ser hostilizado. Na ausência de García, o presidente do Congresso, Daniel Abugattás, colocou a faixa em Ollanta Humala.

Em 1990, quando deixou a presidência pela primeira vez e entregou o governo a Fujimori, García foi vaiado pelo Congresso. Dois de seus ministros da área econômica - Economia e Finanças e o presidente do Banco Central - vão continuar no governo de Humala.

Unasul. Depois da solenidade de posse de Humala, foi realizada em Lima uma reunião da União de Nações Sul-Americanas (Unasul). Estiveram presentes 9 dos 12 presidentes que integram o grupo, entre eles a presidente Dilma Rousseff.

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