Júri mantém indefinição sobre sentença de Moussaoui

Os jurados responsáveis por decidir o futuro do único terrorista preso nos Estados Unidos acusado pelos ataques de 11 de Setembro terminaram o terceiro dia de deliberações, nesta sexta-feira, sem definir uma pena ao membro confesso da Al-Qaeda, Zacarias Moussaoui. O júri, que deverá decidir se Moussaoui deve ser condenado à morte ou à prisão perpétua, discutiu a pena por mais de 12 horas desde que recebeu o caso na quarta-feira. Os jurados não fizeram perguntas e adiaram a definição para a segunda-feira. Na quinta-feira, os membros do júri pediram a definição de "armas de destruição em massa". Uma das três acusações que podem resultar na execução do terrorista é conspiração para o uso de armas de destruição em massa. Os jurados foram informados de que o uso de um avião como um míssil - a tática empregada no 11 de Setembro - pode ser qualificado como arma de destruição em massa. Moussaoui, que é cidadão francês, assumiu em abril do ano passado ter conspirado com a Al-Qaeda para o seqüestro de aviões, entre outros crimes. As discussões sobre a sentença determinarão sua punição: a morte ou a prisão perpétua. O júri deve decidir se Moussaoui foi responsável por pelo menos uma morte em 11 de setembro de 2001 para que ele seja executado. Se os jurados concluírem que o réu pode ser condenado à morte, uma segunda fase do julgamento será necessária para determinar a sentença. Moussaoui estava na prisão à época dos ataques, mas os promotores do caso argumentam que o FBI poderia impedir ou minimizar os ataques se ele tivesse revelado pertencer à Al-Qaeda.

Agencia Estado,

31 Março 2006 | 20h33

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