Justiça acusa Farc de tentar assassinar Uribe

Os máximos líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) foram acusados de ordenar o atentado contra o então candidato presidencial Alvaro Uribe Vélez, hoje eleito, no qual morreram quatro pessoas, em 14 de abril. O ataque foi executado com explosivos durante a campanha eleitoral de Uribe nas ruas de Barraquilla, o principal porto colombiano no Caribe. O atual presidente da Colômbia se salvou por estar viajando em um carro blindado, que ficou seriamente avariado.Um promotor da Unidade de Direitos Humanos ordenou a detenção de Pedro Antonio Marín, vulgo Tirofijo, fundador e líder das Farc; Jorge Suárez Briceño, considerado o chefe militar do grupo guerrilheiro; Raúl Reyes, um dos negociadores durante o processo de paz que fracassou em 20 de fevereiro; Alfonso Caño e Iván Márquez, chefes de duas das 62 frentes rebeldes.De acordo com a investigação, "o ato terrorista foi cometido por milicianos treinados e enviados para tal fim por ordem do secretariado das Farc", disse um comunicado da Procuradoria Geral da Nação. Os acusados devem responder pelos delitos de homicídio das quatro vítimas fatais e lesões pessoais com fins terroristas - os ferimentos sofridos por 15 pessoas -, terrorismo agravado e conspiração para cometer delitos.Se forem detidos e condenados, os chefes guerrilheiros terão de cumprir até 40 anos de prisão. Os líderes das Farc enfrentam vários processos por delitos como seqüestro, extorsão, homicídio, terrorismo, narcotráfico e associação para delinqüir, além de delitos políticos como rebelião.

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