Brendan Smialowski/AFP
Brendan Smialowski/AFP

Justiça americana condena Irã a pagar US$ 180 milhões a jornalista detido por um ano e meio 

Decisão, porém, é de caráter simbólico; jornalista iraniano-americano, instalado em Teerã, foi detido com sua mulher em 2014, quando o Irã tinha acabado de aceitar retomar as negociações internacionais sobre seu programa nuclear

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de novembro de 2019 | 21h37

WASHINGTON - A justiça americana condenou nesta sexta-feira, 22, Teerã a indenizar com US$ 180 milhões o correspondente do jornal americano Washington Post Jason Rezaian, que passou um ano e meio nas prisões iranianas. 

Um tribunal federal de Washington tomou essa decisão, de caráter simbólico, com fins "dissuasivos", segundo uma cópia da sentença consultada pela France-Presse

O jornalista iraniano-americano, instalado em Teerã, foi detido com sua mulher em 22 de julho de 2014, quando o Irã tinha acabado de aceitar retomar as negociações internacionais sobre seu programa nuclear. 

Sua mulher foi libertada após dois meses de detenção. Rezaian, acusado pelo Irã de espionar para os Estados Unidos, passou 544 dias na prisão de Evin, no norte de Teerã, e sofreu maus-tratos, entre eles privação de sono e ameaças de ser decapitado. 

O Irã acabou entregando Rezaian a Washington junto com outros três prisioneiros americanos em troca de sete iranianos detidos nos Estados Unidos. 

Sua libertação ocorreu em 16 de janeiro de 2016, o primeiro dia da aplicação do acordo de Viena, assinado para garantir o caráter pacífico do programa nuclear iraniano, do qual os Estados Unidos se retiraram posteriormente, sob a presidência de Donald Trump

"Sequestrar um homem e torturá-lo para ter uma vantagem em negociações é vergonhoso, merece uma punição" e é preciso "dissuadir" o Irã de tal comportamento, declarou o juiz Richard Leon em sua decisão. / AFP  

 

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