Justiça argentina amplia investigação de ataque a embaixada

A Suprema Corte da Argentina determinou nesta quinta-feira que a investigação do atentado de 1992 contra a embaixada de Israel em Buenos Aires continue e reiterou que estão pendentes os pedidos de captura de dois membros do Hezbollah.A máxima instância judicial do país respondeu com esta decisão ao pedido feito em maio passado por um homem de 82 anos cuja filha morreu no ataque, ocorrido em 17 de março de 1992 e que causou a morte de 29 pessoas.Carlos Susevich, cuja filha Liliana perdeu a vida no atentado terrorista, tinha solicitado que fossem classificados como de lesa-humanidade e imprescritíveis os crimes caracterizados pela explosão da sede diplomática.A Suprema Corte evitou se pronunciar sobre este ponto, mas entendeu que a investigação não deve ser encerrada, uma vez que estão pendentes dois pedidos de captura internacional contra suspeitos.Os juízes consideraram que o encerramento do caso não teria sentido e que era cabível reiterar as ordens de captura emitidas contra Imad Mugniyah e Salman El Reda.O ataque à sede diplomática foi o primeiro cometido em Buenos Aires contra alvos judeus e antecedeu o perpetrado em 18 de julho de 1994 contra a associação Amia, onde 85 pessoas morreram.

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