Justiça argentina ordena que sexo de menina de 2 anos seja "readequado"

Um juiz da cidade argentina de Córdoba autorizou a realização de uma cirurgia de "readequação sexual" em uma bebê de dois anos e oito meses que nasceu com uma genitália masculina mal formada, mas que geneticamente pode ser considerada uma menina, informou nesta sexta-feira a edição digital do jornal portenho El Clarín. A mudança da documentação da menina também foi autorizada, pois ela havia sido registrada como menino. Ambos os procedimentos foram requisitados pela família da menina.Em declarações a meios de comunicação locais, a promotora Alicia de Solavagione disse que "a autorização para a mudança sexual e de documentação" foi dada para que a bebê se ajuste a sua nova identidade feminina. A operação ocorrerá nos próximos dias.A bebê foi registrada como menino porque nasceu com pênis, embora mal desenvolvido. Mas, segundo exames requisitados pelo juiz, ela possui o sexo genético feminino mais desenvolvido, com ovários, trompas, útero e vagina que termina em uretra.Ainda segundo o Clarín, o juiz destacou que a bebê foi identificada como menino "porque o certificado médico do parto era compatível com o que os médicos viam"."Trata-se de um caso pseudo-hermafroditismo, o que quer dizer que a menor apresentava a genitália externa compatível com a masculina, mas internamente era de sexo feminino, e geneticamente também", disse Alicia.Desta forma, a promotora ressalvou que "não se tratou de uma autorização de mudança de sexo, mas sim que se trata de readequar o sexo autentico de uma pessoa a sua aparência".

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