Justiça argentina recebe imagens de voos da morte

Uma comissão de direitos humanos entregou ao juiz federal argentino Sergio Torres fotografias de corpos de dissidentes que teriam sido lançados de aviões em pleno voo sobre a foz do Rio da Prata durante a mais recente ditadura militar da Argentina, entre 1976 e 1983.

Agência Estado

16 de dezembro de 2011 | 16h26

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) entregou à justiça argentina 130 imagens de corpos torturados de cerca de 20 vítimas da ditadura que foram encontrados na costa do Uruguai na época. A maior parte dos cadáveres apareceu em praias entre as cidades de Colônia, às margens do Rio da Prata, e La Paloma, na costa do Oceano Atlântico.

As imagens apresentadas no fim da noite de ontem pelo secretário-executivo da CIDH, Santiago Canton, são consideradas provas importantes para confirmar a existência dos chamados "voos da morte". O destino dos corpos fotografados é desconhecido.

Representantes de grupos de defesa dos direitos humanos afirmam que as vítimas recebiam injeções que as deixavam sonolentas antes de serem atiradas dos aviões. Calcula-se que 30.000 pessoas tenham sido assassinadas pelo regime militar argentino no período da ditadura. As informações são da Associated Press.

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