Justiça austríaca condena Fritzl à prisão perpétua

A Justiça austríaca condenou o réu Josef Fritzl, de 73 anos, a cumprir pena de prisão perpétua em um manicômio judiciário seguro. A sentença foi divulgada momentos depois de o tribunal ter declarado Fritzl culpado de todas as acusações contra ele apresentadas, inclusive a de homicídio culposo pela morte de um dos sete bebês que teve com sua filha Elisabeth, mantida em cárcere privado durante 24 anos.

AE-AP, Agencia Estado

19 de março de 2009 | 11h57

Com a voz fraca e trêmula, o réu de 73 anos de idade disse hoje à corte de Sankt Poelten, a oeste de Viena: "Eu lamento do fundo do meu coração. Não posso mais consertar isso". Rudolf Mayer, o advogado de defesa de Fritzl, não defendeu a inocência de seu cliente. Mayer alegou, no entanto, que Fritzl foi perseguido por sentimentos de culpa ao longo dos últimos 24 anos.

Ontem, Fritzl declarou-se culpado de todas as acusações contra ele apresentadas, inclusive a de homicídio culposo, pela morte de um dos bebês. A promotoria afirma que o recém-nascido poderia ter sobrevivido se Fritzl tivesse procurado atendimento médico.

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