AFP PHOTO / JOHN THYS
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Justiça belga prende dois suspeitos de envolvimento nos atentados em Bruxelas

Smail F. e Ibrahim F. teriam participado do aluguel do apartamento na Avenida dês Casernes, no distrito de Etterbeek, em Bruxelas, onde a Polícia fez buscas no sábado

O Estado de S. Paulo

12 Abril 2016 | 09h50

BRUXELAS - Um juiz de instrução da Bélgica colocou nesta terça-feira, 12, sob mandato de detenção Smail F. e Ibrahim F. e os acusou como autores, coautores e cúmplices dos atentados terroristas ocorridos em 22 de março no metrô e no aeroporto de Bruxelas, informou a Procuradoria Federal em comunicado.

Os dois foram acusados na segunda-feira de participação em atividades de um grupo terrorista, assassinatos e tentativas de assassinatos.

A Procuradoria acrescentou que Smail F., nascido em 1984, e Ibrahim F., em 1988, estariam envolvidos no aluguel do apartamento na Avenida dês Casernes, no distrito de Etterbeek, em Bruxelas, onde a Polícia fez buscas no sábado, mas não encontrou armas ou explosivos.

"Nenhuma outra informação complementar será dada neste momento da investigação, que continua ativa, dia e noite", concluiu a Procuradoria.

A rede pública de televisão VRT informou que os dois novos acusados são irmãos e foram detidos no fim de semana. Já o canal RTBF assegurou que foi do apartamento de Etterbeek que saiu o comando de ataque à estação de metrô de Maelbeek, onde Khalid el-Bakraoui se explodiu.

Um outro acusado, Osama Krayem, acompanhava Bakraoui até momentos antes de ele se explodir, mas saiu vivo dos atentados e foi detido na sexta-feira.

Os investigadores esperavam encontrar no apartamento de Etterbeek a mochila de Krayem que é idêntica a que foi utilizada por Bakraoui logo antes do atentado, de acordo com imagens de uma câmera de segurança. No entanto, ela ainda não foi encontrada e está sendo procurada pela cidade.

No sábado, o suspeito Mohammed Abrini foi acusado de participação em atividades de um grupo terrorista, assassinatos terroristas e tentativas de assassinatos terroristas dentro da investigação belga a respeito dos atentados de 13 de novembro em Paris. /EFE

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